ecos de luz - VI
Ela volta, agora com um prato de sopa. Não vou recusar, afinal a caminhada de hoje me deixou exausto. Este quarto parece maior a cada dia. Boa. Tem gosto de... é boa. Depois de experimentar tudo e tantas vezes, agora já não consigo diferenciar batata de cenoura. Está quente, mas não tenho pressa. Essa mulher é gentil, mas como não a conheço, é melhor não paparicar-lhe com elogios. Ela pode entender como um galanteio e hoje não estou disposto a aventuras. Termino a sopa, ela me limpa o rosto, delicadamente e me estende a mão para ir até a cama. Queria dizer-lhe que gostaria de escovar meus dentes, mas as palavras hoje ficaram só nos livros e se recusaram a descer de meus olhos até minha língua. Resignado, deixo-a ajudar-me a deitar. Ela sorri. Por quê?
Lá estou eu de novo na cama, longe de meu livro, de meus óculos, janela fechada, dentes sujos, querendo urinar e ela apaga a luz.
Lá estou eu de novo na cama, longe de meu livro, de meus óculos, janela fechada, dentes sujos, querendo urinar e ela apaga a luz.
4 no bloco de notas:
me produce cierta tristeza, pero me parece como el transcurrir de la vida...
Oi Silvio!
Cá estou novamente. Gostei do texto.
Abraços do CC.
P.S: te linkei lá no BALAIO DE LETRAS.
Amigo silvio...
Parabéns por mais um lindo espaço...
este com que nos brindas.
As minhas desculpas por não visitar mais cedo, é que tive problemas na net. E COM A AZAFAMA DO LANÇAMENTO DO LIVRO SÓ ENCONTREI TEMPO HOJE.
UM ABRAÇO E FELICIDADES
PAULO SILVA.
Estou ficando angustiada com ele, como ele.
Magnífica narrativa!
Obrigada por esse presente diário.
beijo
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